Acervo completo
248 OBRAS · 73 AUTORES · 17 COLEÇÕES
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Mostrando as 248 obras.
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A Alma Encantadora das Ruas
João do Rio
Coleção de crônicas sobre a vida nas ruas do Rio de Janeiro da Belle Époque, mergulhando nos submundos, religiões, profissões e personagens pitorescos que a cidade oficial preferia ignorar.
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A Barca de Gleyre
Monteiro Lobato
Correspondência entre Monteiro Lobato e Godofredo Rangel ao longo de décadas, um documento fundamental sobre a vida intelectual brasileira do início do século XX.
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A Biblia da Humanidade
Antero de Quental
Ensaio de Antero de Quental sobre a obra de Michelet, publicado em 1895 no jornal O Século XXI de Penafiel: parte da premissa socrática de que existe um deus desconhecido dentro do homem para defender a fraternidade universal.
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A brazileira de Prazins: scenas do Minho.
Camilo Castelo Branco
Considerado o último grande romance de Camilo, de 1882, já sob influência do realismo: no Minho do pós-guerras liberais, cruzam-se a história de um falso D. Miguel escondido na casa de um padre e a de Marta, que o amor por José Dias transforma na "brasileira de Prazins".
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A Cachoeira de Paulo Afonso
Castro Alves
Ciclo de poemas de Castro Alves que transforma a paisagem do São Francisco em cenário de amor, sofrimento e denúncia da escravidão.
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A Capital Federal
Artur Azevedo
Comédia musical sobre um ingênuo fazendeiro mineiro que chega ao Rio de Janeiro e se envolve em situações cômicas com a agitada vida da capital federal, sátira dos costumes da Belle Époque.
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A Carne
Júlio Ribeiro
Lenita estuda ciências e experimenta o próprio corpo; o naturalismo brasileiro no seu ponto mais escandaloso para a época.
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A Cartomante
Machado de Assis
Camilo, envolvido em adultério, consulta uma cartomante que o tranquiliza sobre seus medos — e a ironia do destino o aguarda na volta para casa.
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A Cidade e as Serras
Eça de Queirós
Jacinto abandona o culto da civilização em Paris e redescobre uma vida mais concreta nas serras portuguesas.
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A Confissão de Lúcio
Mário de Sá-Carneiro
Lúcio narra da prisão o crime que confessa não ter cometido — e a mulher impossível que talvez nunca tenha existido.
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A correspondência de Fradique Mendes: memórias e notas
Eça de Queirós
Um admirador procura os escritos de Fradique Mendes e encontra, antes deles, histórias, testemunhos e uma reputação já pronta. Quando finalmente conhece essa figura ficcional, o suposto grande autor continua adiando a própria obra. As cartas reunidas depois de sua morte mudam de tom conforme o destinatário e tratam amor, viagem, religião, política e vida cotidiana com gosto pelo paradoxo. Entre a devoção do narrador e as poses de Fradique, o livro acompanha a fabricação de um escritor cuja ausência de produção se torna o principal material literário.
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A Dívida
Artur Azevedo
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A Escrava
Maria Firmina dos Reis
Numa roda de conversa entre senhoras, a história de uma mulher escravizada separada do filho interrompe a conveniência do salão. Conto abolicionista publicado dois meses antes da Lei Áurea.
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A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães
Isaura, escrava de rara beleza e instrução, sofre as perseguições do cruel senhor Leôncio enquanto luta pela liberdade e pelo amor do abolicionista Álvaro.
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A espada de Alexandre: Corte profundo da questão do Homem-Mulher e Mulher-Homem
Camilo Castelo Branco
Texto de gênese controversa de Camilo Castelo Branco, publicado com o subtítulo provocador "Corte profundo da questão do Homem-Mulher e Mulher-Homem". As fontes confirmam o tom polêmico, mas não o conteúdo detalhado: sinopse a completar quando houver acesso ao texto integral.
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A Falência
Júlia Lopes de Almeida
No Rio de Janeiro do fim do século XIX, a casa de um comissário de café sustenta uma fachada de prosperidade enquanto o negócio se desfaz e um caso silencioso corrói a família. Retrato agudo da burguesia carioca pós-Abolição.
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A Filha do Arcediago: Terceira Edição
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1854: da relação proibida entre o padre Leonardo Taveira, arcediago de Barroso, e Ana do Carmo nasce Rosa, que o pai tenta obrigar a casar com um velho rico e grotesco, enredo que Camilo usa para satirizar a sociedade portuense do início do século.
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A Gratidão
Camilo Castelo Branco
Em 1846, a menina Rosa e sua avó cega, ambas pobres, atravessam um inverno rigoroso até encontrar abrigo na casa de Dona Thereza: o ponto de partida de uma história sobre gratidão e sobre o que pequenos gestos de generosidade podem mudar.
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A Harpa do Crente
Alexandre Herculano
Primeiro livro de poesia de Alexandre Herculano, de 1838: versos religiosos e místicos sobre a guerra civil, o exílio, a liberdade e a morte, escritos num tom sóbrio que ajudaria a inspirar o ultrarromantismo português.
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A Illustre Casa de Ramires
Eça de Queirós
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A Ilustre Casa de Ramires
Eça de Queirós
Gonçalo Ramires tenta escrever a história de seus antepassados enquanto enfrenta a decadência da família e a política provincial.
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A Intrusa
Júlia Lopes de Almeida
Um advogado viúvo contrata uma governanta para cuidar da filha, e a chegada dessa mulher de fora abala a ordem doméstica e a vigilância moral da parentela. Estudo da mulher que trabalha e do lugar que a sociedade lhe reserva.
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A Mão e a Luva
Machado de Assis
Guiomar escolhe o próprio destino entre três pretendentes; um retrato precoce da mulher que calcula e vence no Rio imperial.
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A Moreninha
Joaquim Manuel de Macedo
Considerado o primeiro romance brasileiro, narra o amor entre o estudante Augusto e a encantadora Carolina, em meio às festas e costumes da juventude carioca do século XIX.
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A Morgadinha de Val-D'Amores/Entre a Flauta e a Viola: Theatro Comico de Camillo Castello Branco
Camilo Castelo Branco
Quem manda melhor: quem age ou quem sabe ocupar a fala? Em A Morgadinha de Val-D'Amores, Frederico troca o emprego fiscal pela liderança de uma revolta enquanto Joana, sua amada, enfrenta os perigos que ele prefere comentar. Em Entre a Flauta e a Viola, dois pretendentes transformam música e verso em armas de cortejo, até uma serenata alcançar o ouvido errado. As duas comédias aproximam política e namoro para testar discursos que prometem autoridade. Uma porta fechada e a escolha da plateia decidem quanto essa autoridade dura.
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A Morte de D. João
Guerra Junqueiro
A sátira que mata o mito de D. João e, com ele, o romantismo tardio português.
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A Neta do Arcediago
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1856, dando sequência a "A Filha do Arcediago": Luiz da Cunha e Faro descobre-se filho de uma relação escondida, e o romance segue as infidelidades do pai e as consequências que atravessam a vida do filho, em capítulos com títulos como "Um Anjo Caído".
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A Normalista
Adolfo Caminha
Maria do Carmo, jovem normalista cearense, é seduzida pelo padrinho durante a ausência do pai, numa narrativa naturalista que critica a hipocrisia moral da sociedade provinciana.
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A philosophia da natureza dos naturalistas
Antero de Quental
Cinco artigos publicados originalmente no jornal portuense A Provincia e reunidos em livro em 1894: Antero de Quental discute as teorias evolucionistas de naturalistas como Ernst Haeckel, criticando os limites de uma explicação puramente mecanicista da natureza.
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A Queda d'um Anjo: Romance
Camilo Castelo Branco
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A Relíquia
Eça de Queirós
Teodorico Raposo viaja a Jerusalém em busca de uma relíquia para agradar à tia beata, enquanto a devoção e a fantasia se confundem.
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A senhora Rattazzi
Camilo Castelo Branco
Panfleto de 1880 nascido da polêmica entre Camilo Castelo Branco e a princesa Rattazzi, que escrevera um livro sobre Portugal chamado "Le Portugal à Vol de l'Oiseau": a controvérsia rendeu réplicas dos dois lados e uma segunda edição ampliada no mesmo ano.
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A Viuvinha
José de Alencar
Jorge, arruinado por dívidas, desaparece na véspera do casamento para não arrastar a noiva à miséria. Carolina fica com a promessa e o silêncio.
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Agulha em Palheiro: Quinta edição
Camilo Castelo Branco
Filho de sapateiro, Francisco Lourenço Gomes admira o poeta Bocage a ponto de lhe fazer botas sob medida, gesto que o lança nos círculos poéticos de Lisboa e o leva, por ascensão social improvável, a frequentar salões europeus como veterano liberal condecorado e bacharel em Direito.
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Aleluias
Raimundo Correia
Coletânea de sonetos do parnasiano Raimundo Correia, marcada pelo pessimismo filosófico e pela busca da beleza formal, incluindo o célebre poema 'As Pombas'.
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Amor de Perdição
Camilo Castelo Branco
Simão e Teresa amam-se contra o ódio das duas famílias; o romance mais lido do romantismo português, escrito na cadeia em quinze dias.
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Amor de Salvação
Camilo Castelo Branco
Apesar do título, é quase todo um amor de perdição: Afonso e Teodora são prometidos desde crianças, mas ela desespera-se no convento e casa-se com o primo Eleutério; só nas últimas páginas Afonso encontra, em Mafalda, o amor de salvação que dá nome ao livro.
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Annos de Prosa; A Gratido; O Arrependimento
Camilo Castelo Branco
Edição que reúne em um volume os contos "A Gratidão" e "O Arrependimento" sob o título comum de "Annos de Prosa", os mesmos dois textos que o catálogo também traz publicados em separado.
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As Minas de Prata
José de Alencar
Romance histórico sobre a busca pelas lendárias minas de prata na Bahia colonial do século XVII, misturando aventura, amor e intrigas políticas num cenário de lutas contra invasores holandeses.
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As Primaveras
Casimiro de Abreu
Coletânea de poemas que expressam a saudade da infância e do Brasil natal, escritos pelo jovem Casimiro durante sua estada em Portugal, com versos de musicalidade inconfundível.
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As Pupilas do Senhor Reitor
Júlio Dinis
Na aldeia minhota, os amores cruzados de Daniel, Margarida, Clara e Pedro sob a vigilância bondosa do reitor.
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As Relações Naturais
Qorpo-Santo
Peça do dramaturgo gaúcho Qorpo-Santo, precursor mundial do teatro do absurdo, com personagens e situações que desafiam a lógica numa dramaturgia original e inclassificável.
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Auto da Barca do Inferno
Gil Vicente
No cais do além, cada figura da sociedade portuguesa é julgada entre a barca do Inferno e a do Paraíso.
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Autopsicografia
Fernando Pessoa
Poema metapoético em que Pessoa transforma o fingimento em chave da criação e da leitura.
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Bom-Crioulo
Adolfo Caminha
O marinheiro Amaro, negro forte e corajoso apelidado de Bom-Crioulo, apaixona-se pelo grumete Aleixo, numa narrativa que é a primeira a retratar abertamente a homossexualidade na literatura brasileira.
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Bom-senso e bom-gosto: carta ao excelentissimo senhor Antonio Feliciano de Castilho
Antero de Quental
A carta que deu início à Questão Coimbrã: resposta violenta de Antero de Quental, em 1865, ao poeta António Feliciano de Castilho, que havia ridicularizado as suas Odes Modernas, acusando o ultrarromantismo de Castilho e dos seus seguidores de arrogância e vazio.
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Brás, Bexiga e Barra Funda
António de Alcântara Machado
Notícias dos bairros italianos de São Paulo: contos curtos onde o imigrante vira personagem e a fala vira literatura.
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Broquéis
Cruz e Sousa
Livro de poemas que inaugura o Simbolismo brasileiro, de rara intensidade, misturando misticismo, dor existencial e a consciência trágica de ser negro numa sociedade racista.
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Caiu do Céu
França Júnior
Comédia de costumes sobre os conflitos e mal-entendidos numa família carioca, satirizando os hábitos e as pretensões da classe média do Rio de Janeiro no final do século XIX.
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Câmara Ardente
Alphonsus de Guimaraens
Coletânea de poemas de Alphonsus de Guimaraens, marcada pelo luto permanente pela noiva morta e pela devoção à Virgem Maria, numa poesia que transforma a dor em liturgia.
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Canaã
Graça Aranha
Dois imigrantes alemães no Espírito Santo discutem o futuro do Brasil enquanto a terra prometida cobra seu preço.
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Canção do Exílio
Gonçalves Dias
O mais famoso poema brasileiro, escrito em Portugal, expressa a saudade do maranhão natal e o amor pela terra brasileira com versos que se tornaram parte do imaginário nacional.
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Cancioneiro Guasca
João Simões Lopes Neto
Publicado em 1910 e ampliado em 1917: coletânea de poesia popular do Rio Grande do Sul reunida por João Simões Lopes Neto, com versos, cantigas de roda e desafios de poetas improvisadores, além de lendas como a do Negrinho do Pastoreio.
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Cantos da Solidão
Bernardo Guimarães
Coletânea de poemas de Bernardo Guimarães, publicada em 1852 e reeditada em 1865: solidão, melancolia e as primeiras afeições da juventude, num livro que marca a passagem de uma vida despreocupada para a maturidade.
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Cantos e Fantasias
Alberto de Oliveira
Coletânea do poeta laureado Alberto de Oliveira, celebrando a natureza brasileira com a perfeição formal parnasiana, incluindo sonetos e odes de grande musicalidade.
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Caramuru
Santa Rita Durão
Poema épico sobre Diogo Álvares Correia, o português náufrago que viveu entre os tupinambás na Bahia e tornou-se figura lendária chamada Caramuru.
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Carlota Angela
Camilo Castelo Branco
Um dos primeiros romances de Camilo, de 1858: Carlota Ângela, filha única de um casal abastado, resiste aos planos de casamento que os pais fazem por ela e se envolve com Francisco Salter de Mendonça, tenente da marinha real recém-chegado a Lisboa.
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Carta de Pero Vaz de Caminha
Pero Vaz de Caminha
Primeira descrição escrita do Brasil, relatando a chegada da frota de Pedro Álvares Cabral e o encontro com os povos nativos em 1500.
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Cartas Chilenas
Tomás Antônio Gonzaga
Poema satírico epistolar que critica o governo despótico do Visconde de Barbacena em Minas Gerais, publicado anonimamente e atribuído a Gonzaga.
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Cartas de Inglaterra
Eça de Queirós
Crônicas que Eça de Queirós escreveu para o Diário de Notícias entre 1877 e 1882, enquanto servia como cônsul de Portugal na Inglaterra: da vida cotidiana em Londres à política inglesa, sempre comparando, com humor crítico, a sociedade inglesa e a portuguesa.
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Casa de Pensão
Aluísio Azevedo
O jovem maranhense Amâncio chega ao Rio de Janeiro e se hospeda numa casa de pensão, onde se envolve em paixões e intrigas que culminam num crime passional de grande repercussão.
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Casa Velha
Machado de Assis
Um padre-historiador hospeda-se numa casa senhorial e desenterra o segredo que separa os que mandam dos que servem.
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Cidades Mortas
Monteiro Lobato
Segunda coletânea de contos de Lobato, retratando as cidades decadentes do Vale do Paraíba paulista, consumidas pelo fim do ciclo do café e pela miséria que ficou no lugar da riqueza.
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Cinco Minutos
José de Alencar
Um encontro de cinco minutos numa barca que cruza a Baía de Guanabara é o suficiente para mudar para sempre a vida do narrador, que parte em busca da misteriosa jovem que perdeu de vista.
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Clara dos Anjos
Lima Barreto
Clara, jovem negra do subúrbio carioca, é seduzida e abandonada por um rapaz branco de classe média, numa narrativa que critica o racismo estrutural e a vulnerabilidade das mulheres pobres no Brasil.
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Clepsidra
Camilo Pessanha
O simbolismo português no seu ponto mais puro: poemas onde a imagem se desfaz enquanto soa.
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Considerações sobre a Philosophia da Historia Litteraria Portugueza
Antero de Quental
Publicado em 1872 e considerado por muitos críticos a mais importante prosa de Antero de Quental, este ensaio situa figuras como Camões dentro de uma história literária lida como reflexo direto da evolução da identidade nacional.
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Conto de Escola
Machado de Assis
O menino Pilar aceita uma moeda de Raimundo para ensinar a lição, e o professor os surpreende — um conto sobre a primeira lição de corrupção e as escolhas que formam o caráter.
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Contos
Eça de Queirós
Coletânea póstuma de 1902 reunindo os contos de Eça de Queirós, entre eles "Singularidades de uma Rapariga Loura", a história do caixeiro Macário, que perde emprego e família ao se apaixonar pela vizinha Luísa e parte para Cabo Verde tentar a sorte, e "José Matias".
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Contos amazônicos
Inglês de Sousa
Nove contos publicados em 1893, obra fundamental da literatura de tema amazônico: guerra do Paraguai, a revolta da Cabanagem e a escravidão cruzam-se com lendas do Pará como o boto e as feiticeiras, num registro da língua e dos costumes paraenses do século XIX.
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Contos em verso
Artur Azevedo
Três coletâneas de Artur Azevedo reunidas num só volume em 1909: contos maranhenses, cariocas e de outras regiões do país, vários deles narrados em verso, com humor e episódios pitorescos do Brasil urbano e do Brasil do interior.
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Contos Gauchescos
Simões Lopes Neto
O velho Blau Nunes conta histórias da vida gaúcha no pampa rio-grandense, com linguagem regional autêntica, em contos que são a mais perfeita expressão literária da cultura gaúcha.
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Crenças e Opiniões
Sílvio Romero
Ensaios do maior crítico literário do século XIX brasileiro, abordando a formação da cultura nacional, o folclore, a mestiçagem e o caráter do povo brasileiro.
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Crônicas de São Cristóvão
João do Rio
Crônicas sobre os subúrbios cariocas e a vida das classes populares, com o olhar aguçado de João do Rio para os personagens esquecidos pela Belle Époque oficial.
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D. Antonio Alves Martins: bispo de Vizeu: esboço biographico
Camilo Castelo Branco
Camilo Castelo Branco traça a biografia de D. António Alves Martins, bispo de Viseu, par do reino e ministro de estado honorário: das origens humildes em Trás-os-Montes aos anos como pensador liberal num Portugal em disputa política.
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Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens
Nísia Floresta
O primeiro texto de reivindicação dos direitos das mulheres publicado no Brasil: refuta, ponto por ponto, a suposta inferioridade intelectual feminina e defende o direito à instrução.
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Diva
José de Alencar
Emília, a fria e orgulhosa Diva, recusa todos os pretendentes até que o jovem Augusto desafia sua altivez com estratégia inversa — fingindo indiferença — numa guerra de orgulhos e sentimentos.
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Dom Casmurro
Machado de Assis
Bentinho, o Dom Casmurro, narra sua vida e seu amor por Capitu, a famosa 'Capitu dos olhos de ressaca', num relato em que o narrador talvez seja o menos confiável da literatura brasileira.
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Dona Mística
Alphonsus de Guimaraens
Livro de poemas que inclui o célebre 'Ismália', sobre a jovem que delira entre o céu e o mar, obra-prima do Simbolismo brasileiro e uma das mais belas imagens da poesia em língua portuguesa.
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Echos de Pariz
Eça de Queirós
Crônicas que Eça de Queirós escreveu depois de se instalar em Paris, em 1888, onde viveria o resto da vida como cônsul: textos que tiram o brilho da Cidade Luz, comentando de propósito os seus aspectos mais negativos.
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Esaú e Jacó
Machado de Assis
Os gêmeos Pedro e Paulo, rivais desde o ventre materno, disputam amores e ideais políticos no Rio de Janeiro da transição do Império para a República, numa alegoria da identidade nacional.
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Esfinge
Coelho Neto
Publicado em 1908, com ecos de Frankenstein: numa pensão do Rio de Janeiro vive James Marian, ser híbrido criado a partir dos corpos de dois irmãos mortos num acidente (corpo de homem, cabeça de mulher), angustiado pela própria identidade indefinida.
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Espumas Flutuantes
Castro Alves
Único livro de poesia publicado em vida pelo 'Poeta dos Escravos', reunindo poemas líricos e sociais que alternam o amor apaixonado e o grito pela abolição da escravatura.
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Estrellas Funestas
Camilo Castelo Branco
Publicada em 1862: as famílias de Gonçalo Malafaya e de Maria das Dores prometem os filhos um ao outro desde antes de nascerem, mas cada qual se apaixona por outra pessoa. Cento e poucas páginas sobre um casamento forçado que desagua em desgraça.
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Estrellas Propícias
Camilo Castelo Branco
De 1863, na mesma linhagem moralizante de "Estrelas Funestas": um casamento arranjado por interesse patrimonial serve de eixo para Camilo cruzar amor, dor e fatalidade sob o seu olhar atento à sociedade portuguesa do século XIX.
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Eu
Augusto dos Anjos
Único livro de Augusto dos Anjos, reúne sonetos que combinam vocabulário científico com angústia existencial, criando uma poesia única sobre a morte, a matéria e o nada.
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Eurico, o Presbítero
Alexandre Herculano
Impedido de casar com Hermengarda, Eurico torna-se padre e depois o guerreiro mascarado da resistência contra os invasores da Hispânia visigótica.
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Eurico, o presbytero
Alexandre Herculano
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Faróis
Cruz e Sousa
Publicado postumamente, Faróis reúne poemas em verso de Cruz e Sousa, aprofundando o espiritualismo e o sofrimento que marcaram sua vida e sua arte.
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Folhas cahidas, apanhadas na lama por um antigo juiz das almas de Campanhan
Camilo Castelo Branco
Livro de poemas de 1854, publicado sob o pseudónimo "Um Antigo Juiz das Almas de Campanhã", um dos vários nomes falsos que Camilo Castelo Branco usou ao longo da carreira.
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Frei Luís de Sousa
Almeida Garrett
D. Madalena vive o pavor de que o primeiro marido esteja vivo; quando o Romeiro aparece, a tragédia se fecha sobre a casa.
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Helena
Machado de Assis
Helena surge como filha reconhecida de um rico conselheiro falecido, mas sua origem oculta e seu caráter extraordinário perturbam a família legítima e a sociedade carioca.
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Histórias sem Data
Machado de Assis
Coletânea de contos de Machado de Assis da fase madura, reunindo narrativas de ironia fina sobre a condição humana, incluindo A Igreja do Diabo e Cantiga de Esponsais.
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Horas de Estio
Raimundo Correia
Segunda coletânea de Raimundo Correia, aprofundando o pessimismo filosófico e a busca da perfeição formal, com imagens da natureza brasileira transformadas em meditações sobre a transitoriedade.
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Húmus
Raul Brandão
Uma vila onde nada acontece e tudo apodrece devagar; prosa poética que dissolve o enredo em obsessão.
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Iaiá Garcia
Machado de Assis
Jorge parte para a Guerra do Paraguai, deixando para trás um emaranhado de amores e interesses. Iaiá Garcia, filha de um humilde fiel, emerge como a figura mais sábia e digna da trama.
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Inocência
Visconde de Taunay
O naturalista Cirino encontra a jovem e ignorante Inocência no sertão de Mato Grosso; o amor impossível entre eles choca-se com as leis rígidas da sociedade sertaneja.
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Inspirações do Claustro
Junqueira Freire
Poemas escritos durante os anos em que o poeta baiano viveu num convento, expressando o conflito entre a vocação religiosa imposta e os desejos humanos que não conseguia suprimir.
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Iracema
José de Alencar
Lenda do Ceará narrada em prosa poética: a índia Iracema, 'lábios de mel', sacrifica tudo pelo amor do guerreiro branco Martim, dando origem ao povo cearense.
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Já que me põem a tormento
Gregório de Matos
Falando como procurador da Bahia, o eu lírico nega que as culpas de que a cidade é acusada sejam suas, atribuindo- as aos moradores viciosos que nela habitam: um dos poemas satíricos em que Gregório de Matos mais diretamente ataca a hipocrisia colonial baiana.
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Kiriale
Alphonsus de Guimaraens
Coletânea de poemas religiosos e místicos de Alphonsus de Guimaraens, mergulhados numa atmosfera de luto, devoção mariana e saudade da amada morta.
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Lagrimas Abençoadas
Camilo Castelo Branco
O romance abre com o batismo de Maria, recém-nascida cuja presença ilumina quem está à sua volta, enquanto a mãe já pressente a dor que o futuro guarda: uma história sobre fé, sofrimento e a busca de consolo através da religião.
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Leituras Populares
Antero de Quental
Sete artigos de Antero de Quental voltados à instrução do povo, defendendo bibliotecas rurais, o papel da agricultura na economia e a escrita em linguagem simples como caminho para levar educação às classes populares portuguesas.
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Lendas do Sul
Simões Lopes Neto
Coletânea de lendas do pampa gaúcho, narradas com a mesma autenticidade linguística dos Contos Gauchescos, mergulhando no universo mítico e folclórico do Rio Grande do Sul.
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Lendas e Narrativas (Tomo I)
Alexandre Herculano
Primeiro tomo das lendas medievais que Herculano publicou nas revistas O Panorama e A Ilustração entre 1839 e 1844: contos como "A Destruição de Áuria" e "O Alcaide de Santarém", ambientados nos séculos de formação de Portugal.
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Lendas e Narrativas (Tomo II)
Alexandre Herculano
Segundo tomo das Lendas e Narrativas, reunidas em livro em 1851: entre os contos está "A Dama Pé de Cabra", em que um fidalgo se apaixona, numa caçada, por uma mulher que é também um demônio.
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Lendas e Romances
Gonçalves Dias
Primeiro livro de poesia de Gonçalves Dias, incluindo A Canção do Exílio e os primeiros grandes poemas indianistas, que revelaram ao Brasil um poeta de gênio excepcional.
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Liga Patriotica do Norte
Antero de Quental
Depois do Ultimato inglês de janeiro de 1890, um grupo do Porto convida Antero de Quental para liderar a Liga Patriótica do Norte, tentativa de canalizar o fervor patriótico do país em reforma moral e econômica, movimento que se extinguiria depressa, por rivalidades partidárias.
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Lira dos Vinte Anos
Álvares de Azevedo
Obra-prima do Romantismo ultrarromântico brasileiro, reunindo poemas que oscilam entre o sonho e o humor macabro, revelando a alma atormentada de um gênio que morreu aos 20 anos.
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Livro de "Soror Saudade"
Florbela Espanca
Publicado em janeiro de 1923, com trinta e seis sonetos: Florbela Espanca entrega-se ao amor e à paixão como quem desperta para a vida, ainda sob influência de um romantismo finissecular, em versos como "Maria das Quimeras" e o soneto-título, "Sóror Saudade".
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Livro de Consolação: Romance
Camilo Castelo Branco
Escrito nos anos seguintes à prisão de Camilo e Ana Plácido por adultério, entre os romances mais emblemáticos do autor: Venceslau Taveira e Eduardo Pimenta atravessam perdas e tragédias pessoais numa prosa sobre amor e redenção.
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Livro de Mágoas
Florbela Espanca
Sonetos de uma intensidade que escandalizou a época — a dor dita na primeira pessoa, sem pedir licença.
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Livro de Máguas
Florbela Espanca
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Lucíola
José de Alencar
Paulo encontra Lúcia, uma cortesã de rara beleza, e descobre sob a aparência mundana uma alma pura e atormentada que busca redenção pelo amor sincero.
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Luiz de Camões: notas biograficas: Prefacio da setima edição do Camões de Garrett
Camilo Castelo Branco
Prefácio de 1880 à sétima edição do "Camões" de Almeida Garrett: Camilo Castelo Branco revê a biografia romântica que Garrett fizera do poeta épico, questionando alguns dos seus retratos e propondo outras leituras da vida de Camões.
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Luzia-Homem
Domingos Olímpio
Durante uma grande seca no Ceará, a retirante Luzia, de força física extraordinária, trabalha nas obras públicas de Sobral, onde seu amor e sua bravura enfrentam violência e tragédia.
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Macário
Álvares de Azevedo
Drama em dois atos com elementos fáusticos, em que o jovem Macário, acompanhado por um misterioso personagem que pode ser o diabo, perambula por tabernas e bordéis numa jornada filosófica e satírica.
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Macunaíma
Mário de Andrade
O herói sem nenhum caráter atravessa o Brasil inteiro atrás da muiraquitã, e o país se revela em mito, piada e língua falada.
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Manifesto dos Estudantes da Universidade de Coimbra á opinião illustrada do paiz
Antero de Quental
Redigido por Antero de Quental e assinado por 314 alunos entre 1862 e 1863, o manifesto protesta contra uma legislação universitária que os estudantes de Coimbra consideravam velha, injusta e três séculos atrasada.
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Marânus
Teixeira de Pascoaes
O poema maior do saudosismo: Marânus e Eleonor entre a serra e o além, onde a saudade vira doutrina.
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Marília de Dirceu
Tomás Antônio Gonzaga
Coletânea de liras endereçadas à amada Marília, escrita durante a prisão de Gonzaga após a Inconfidência Mineira, tornando-se ícone do lirismo arcadista brasileiro.
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Memorial de Aires
Machado de Assis
Último romance de Machado, narrado como diário do diplomata aposentado Aires, que observa com suave melancolia o amor tardio e os dramas familiares à sua volta.
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Memórias
Humberto de Campos
O cronista maranhense reconstitui a infância pobre em Miritiba, a aprendizagem nas redações do Norte e a chegada à vida literária do Rio. Crônica de formação de um autodidata que terminaria na Academia Brasileira de Letras.
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Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida
Romance picaresco que acompanha Leonardo, filho de um trovão com uma pisadela, pelas vielas e festas populares do Rio de Janeiro do início do século XIX.
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Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis
Narrado pelo próprio defunto Brás Cubas, o romance desconstrói convenções literárias com ironia corrosiva, radiografando a hipocrisia da elite carioca do século XIX.
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Mensagem
Fernando Pessoa
O único livro em português que Pessoa publicou em vida: a história de Portugal relida como mito e profecia.
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Missa do Galo
Machado de Assis
O jovem Nogueira, hospede numa casa do Rio de Janeiro, conversa com Conceição, esposa do dono, numa noite de Natal enquanto esperam para ir à Missa do Galo — e a cena torna-se inesquecível.
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Missal
Cruz e Sousa
Publicado no mesmo dia que Broquéis, Missal é o livro de prosa poética de Cruz e Sousa, textos de rara intensidade musical que inauguram a prosa simbolista no Brasil.
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Monólogo do Vaqueiro
Gil Vicente
Primeira peça de Gil Vicente, encenada em 1502 diante da corte de D. Manuel para anunciar o nascimento do futuro D. João III: um vaqueiro visita o paço para presentear o recém-nascido príncipe com leite, ovos e queijos, entre falas em espanhol e o humor popular que marcaria toda a obra de Vicente.
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Noite na Taverna
Álvares de Azevedo
Cinco jovens reunidos numa taverna contam histórias de amor, morte e horror numa noite de tempestade, obra que inaugura o gênero de terror e fantasia na prosa brasileira.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 01 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Primeiro dos doze números mensais de "Noites de Insomnia" que Camilo Castelo Branco publicou ao longo de 1874: uma série de ensaios e narrativas curtas sobre temas históricos, sociais e literários portugueses, dedicada a quem não consegue dormir.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 02 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de fevereiro de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia", em que Camilo Castelo Branco segue oferecendo reflexões e narrativas curtas a quem não consegue dormir.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 03 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de março de 1874 da série "Noites de Insomnia": parte do primeiro dos dois volumes em que Camilo Castelo Branco reuniu os doze números mensais publicados ao longo do ano.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 04 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de abril de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 05 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de maio de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 06 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de junho de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco, na metade do ano de publicação.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 07 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de julho de 1874, já no segundo volume da série "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 08 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de agosto de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 09 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de setembro de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 10 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de outubro de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco, já perto do fechamento do ano de publicação.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 11 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de novembro de 1874, penúltimo da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
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Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 12 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de dezembro de 1874, o último dos doze números mensais que fecham a série "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco, reunida depois em dois volumes encadernados.
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Noturnas
Fagundes Varela
Primeiro livro de Fagundes Varela, poeta boêmio e apaixonado, reunindo poemas que oscilam entre o lirismo amoroso e a melancolia existencial, com imagens da natureza brasileira.
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Novelas do Minho
Camilo Castelo Branco
Oito novelas publicadas em doze volumes entre 1875 e 1877, entre elas "O cego de Landim" e "A viúva do enforcado": um retrato do Minho rural já influenciado pelo Naturalismo, em que o bucolismo idílico cede lugar à realidade mais dura do Portugal contemporâneo de Camilo.
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O Alienista
Machado de Assis
O doutor Simão Bacamarte funda em Itaguaí o maior hospício do Brasil e começa a internar toda a cidade, numa sátira genial ao poder da ciência e à relatividade da sanidade.
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O Arrependimento
Camilo Castelo Branco
Émilio da Cunha acolhe o sobrinho Roberto depois da morte do irmão, na esperança de guiá-lo para uma vida melhor, mas más influências levam o rapaz ao crime, até que, tomado de remorso, ele busca reconquistar o perdão do tio e de sua prima Valentina.
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O Assassino de Macario: Comedia em tres actos
Camilo Castelo Branco
Macário nunca entra em cena, mas sua falsa morte põe todos em movimento. A pedido do noivo fugitivo, Libório anuncia um duelo fatal e acaba acusado por Itelvina de ser o assassino. Ela aceita casar com ele para executar uma vingança doméstica feita de relógios alterados e roupas sabotadas. Quando Barnabé revela que Macário está vivo, a tragédia imaginada perde o chão. Camilo conduz o casal do engano à mesa de jantar, onde atração e apetite negociam um acordo tão instável quanto a mentira que os uniu.
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O Ateneu
Raul Pompeia
Memórias amargas de Sérgio sobre os anos de internato no colégio Ateneu, onde o despotismo do diretor Aristarco e as crueldades dos colegas marcaram para sempre sua personalidade.
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O Bem e o Mal: Romance
Camilo Castelo Branco
Criado pelo tio padre depois que o pai entra para um convento, Ladislau Tibério Militão de Vila Cova é empurrado para o sacerdócio até conhecer Peregrina, irmã de um padre recém-chegado. O romance segue dois casais, Ladislau e Peregrina, Casimiro e Cristina, presos entre o dever e o desejo.
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O Caçador de Esmeraldas
Olavo Bilac
Poema épico sobre Fernão Dias Pais Leme, o bandeirante que gastou 17 anos de sua vida caçando esmeraldas pelos sertões do Brasil colonial.
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O Carrasco de Victor Hugo José Alves
Camilo Castelo Branco
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O Condemnado
Camilo Castelo Branco
Drama em três atos de 1870, dedicado ao parlamentar José Cardoso Vieira de Castro, banido para uma das colônias africanas de Portugal. Sob a impressão dessa tragédia real, Camilo escreve um protagonista condenado tanto pelas circunstâncias quanto pelas próprias escolhas.
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O Cortiço
Aluísio Azevedo
A vida coletiva e brutal de um cortiço carioca, onde imigrantes, negros e mestiços se misturam sob o olhar determinista, retratando a sobrevivência humana como uma luta animal.
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O Crime do Padre Amaro
Eça de Queirós
Um padre jovem chega a Leiria e se envolve com a filha da hospedeira; o escândalo expõe a moral do clero e da província portuguesa.
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O crime do padre Amaro, scenas da vida devota
Eça de Queirós
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O Espelho
Machado de Assis
Jacobina defende que todo homem tem duas almas — a interior e a exterior — e narra como o uso de uma farda de alferes quase o fez perder sua própria identidade diante do espelho.
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O esqueleto: Romance
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1864 e pouco reeditado depois: Nicolau abandona a amante francesa Margarida para casar com a prima adolescente Beatriz, mas o casamento desmorona e os dois cônjuges acabam presos em casos secretos, ele de volta a Margarida, ela com o jovem Rafael.
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O Garimpeiro
Bernardo Guimarães
Um dos textos fundadores do regionalismo na literatura brasileira: no Triângulo Mineiro, o peão Elias e Lúcia, filha de um fazendeiro rico, vivem um amor que o pai da moça recusa por causa da pobreza do rapaz.
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O General Carlos Ribeiro: Recordações da Mocidade
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1884: memórias da juventude do general e cientista Carlos Ribeiro, contadas por Camilo Castelo Branco cruzando lembrança pessoal, reflexão histórica e o retrato de um homem apaixonado por ciência num Portugal em transformação.
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O Guarani
José de Alencar
O índio Peri, guerreiro guarani de nobreza selvagem, dedica sua vida à proteção de Ceci, filha do fidalgo português Dom Antônio de Mariz, nas margens do rio Paquequer.
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O Guardador de Rebanhos
Fernando Pessoa
Coletânea de poemas em que Alberto Caeiro afirma a experiência direta da natureza e recusa a metafísica.
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O Guesa
Joaquim de Sousândrade
O errante indígena atravessa as Américas até a Bolsa de Nova York — poema que só o século XX aprendeu a ler.
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O Homem
Aluísio Azevedo
Magdá, jovem de educação religiosa repressiva, desenvolve transtornos nervosos violentos após a morte de seu pai, num estudo clínico sobre a repressão sexual e o determinismo biológico.
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O Japão
Aluísio Azevedo
Escrito enquanto servia como vice-cônsul brasileiro em Yokohama entre 1897 e 1899 e só publicado em 1984, a partir de manuscritos achados na Academia Brasileira de Letras, é o relato de Aluísio Azevedo sobre a história do Japão, dos xoguns à abertura forçada ao Ocidente pelo comodoro Perry.
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O Juiz de Paz da Roça
Martins Pena
Primeira peça brasileira de sucesso, satirizando com humor a figura do juiz de paz rural ignorante e déspota, num retrato irreverente da justiça no Brasil do século XIX.
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O Livro de Cesário Verde
Cesário Verde
A Lisboa concreta — vendedores, operários, ruas de verão — vista com um olho que antecipa o modernismo.
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O Mandarim
Eça de Queirós
Um funcionário medíocre toca uma campainha e mata, à distância, um mandarim chinês para herdar sua fortuna — e descobre que a culpa viaja junto.
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O Missionário
Inglês de Sousa
O padre Antônio de Morais chega à Amazônia com ideais missionários, mas o ambiente hostil, a natureza avassaladora e os instintos humanos vão corroendo sua fé e sua vocação.
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O Moço Loiro
Joaquim Manuel de Macedo
Romance urbano que narra as aventuras sentimentais de Honorina no Rio de Janeiro, continuando a exploração dos costumes da sociedade carioca dos anos 1840.
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O Mulato
Aluísio Azevedo
Raimundo, filho de um fazendeiro com uma escrava, retorna ao Maranhão com formação europeia e enfrenta o brutal preconceito racial de uma sociedade que não aceita sua ascensão.
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O Navio Negreiro
Castro Alves
Poema dramático que descreve com indignação o horror do tráfico de escravos africanos, tornando-se o mais célebre grito literário contra a escravidão na poesia brasileira.
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O Noviço
Martins Pena
Comédia de costumes sobre Carlos, que finge querer se tornar frade para fugir de um casamento indesejado e conseguir a namorada que realmente ama, numa farsa repleta de equívocos.
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O Olho de Vidro
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1863: a relação trágica entre a inocente Virgínia e o ambicioso Fagundes, movida por amor não correspondido, ciúme e ambição de poder, num dos romances mais sentimentais de Camilo Castelo Branco.
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O Primo Basílio
Eça de Queirós
Luísa, entediada na Lisboa burguesa, reencontra o primo Basílio; o caso vira chantagem doméstica e Eça disseca a moral da classe média com bisturi.
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O Primo Bazilio: Episodio Domestico
Eça de Queirós
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O que fazem mulheres: Romance philosophico
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1858: Ludovina é dividida entre o amor por Ricardo de Sá e a pressão da mãe por um casamento arranjado. Camilo usa a personagem para criticar uma sociedade em que a vida das mulheres era decidida pela família.
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O Regicida
Camilo Castelo Branco
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O Romance de um Homem Rico
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1861: a análise minuciosa de um homem rico que amou e perdeu, e que cobre de luto a lembrança da mulher amada. Camilo usa a fortuna do protagonista para expor os seus efeitos corrosivos sobre a busca de felicidade.
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O sangue
Camilo Castelo Branco
Romance de 1860: Inocêncio, dividido entre o dever de família e o desejo pessoal, envolve-se com Thomazia em meio a laços de sangue e honra da família Barros. Ciúme, traição e as consequências da pressão social movem o enredo.
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O Seminarista
Bernardo Guimarães
Eugênio, jovem destinado ao sacerdócio, apaixona-se profundamente por Margarida, deflagrando um conflito trágico entre a vocação imposta pela família e o amor humano.
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O Sertanejo
José de Alencar
Nas fazendas do sertão cearense, o corajoso vaqueiro Arnaldo Louredo defende a honra e a família de seu senhor, entrelaçando aventura e amor à vida rude do interior.
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O Uraguai
Basílio da Gama
Poema épico que narra a guerra entre portugueses e espanhóis contra os índios guaranis das missões jesuíticas no sul do Brasil, no século XVIII.
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O vinho do Porto: processo de uma bestialidade ingleza: exposição a Thomaz Ribeiro
Camilo Castelo Branco
Panfleto polêmico dirigido contra o inglês Baron James Forrester, criticado por seus erros ao escrever sobre o vinho do Porto: um dos textos mais hostis à Inglaterra escritos por Camilo Castelo Branco, dedicado a Thomaz Ribeiro.
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Obras Poéticas
Gregório de Matos
Coletânea da poesia barroca de Gregório de Matos, o 'Boca do Inferno', incluindo poemas líricos, religiosos e satíricos sobre a sociedade colonial baiana.
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Obras Poéticas
Cláudio Manuel da Costa
Coletânea de sonetos e éclogas do poeta mineiro Cláudio Manuel da Costa, fundador do Arcadismo no Brasil, cantando a paisagem e o espírito de Minas Gerais.
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Obras Poeticas de Gregorio de Mattos Guerra (Tomo I)
Gregório de Matos
Primeira publicação sistemática dos poemas de Gregório de Matos, organizada por Alfredo do Vale Cabral e impressa em 1882 no Rio de Janeiro, precedida da biografia do poeta escrita no século XVIII pelo licenciado Manuel Pereira Rebello.
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Oliveira Martins: O critico litterario, o economista, o historiador, o publicista, o politico
Antero de Quental
Retrato que Antero de Quental traça do amigo e companheiro de geração Oliveira Martins, percorrendo as suas várias facetas (de crítico literário a político) na voz de quem o via como um espírito subtil e um crítico desapaixonado.
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Opúsculo Humanitário
Nísia Floresta
Reunião de sessenta e dois artigos em que a autora percorre a condição da mulher em diferentes povos e épocas para defender a educação feminina como condição do progresso do Brasil. Uma das primeiras defesas públicas e articuladas dos direitos das mulheres no país.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 01
Alexandre Herculano
Primeiro dos dez volumes de Opúsculos que reúnem a prosa de intervenção de Alexandre Herculano. Os dois primeiros tomos, organizados ainda pelo próprio autor e publicados em 1873, tratam de Questões Públicas, os debates políticos e religiosos em que Herculano se envolveu.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 02
Alexandre Herculano
Segundo volume de Questões Públicas dos Opúsculos, publicado em 1873 ainda sob organização do próprio Herculano, fechando a dupla de tomos que ele preparou antes de a coleção seguir, já póstuma, para os volumes seguintes.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 03
Alexandre Herculano
Terceiro tomo dos Opúsculos, já de edição póstuma, publicado em 1876: abre a série de Controvérsias e Estudos Históricos, onde Herculano volta às polêmicas que travou como historiador, entre elas a disputa com o clero sobre o milagre de Ourique.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 04
Alexandre Herculano
Quarto tomo dos Opúsculos, de 1879, seguindo a série de Controvérsias e Estudos Históricos que reúne a face de historiador polemista de Alexandre Herculano.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 05
Alexandre Herculano
Quinto tomo dos Opúsculos, de 1881, ainda dentro da série Controvérsias e Estudos Históricos.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 06
Alexandre Herculano
Sexto e último tomo da série Controvérsias e Estudos Históricos dos Opúsculos, publicado em 1886, dez anos depois do primeiro volume da série.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 07
Alexandre Herculano
Sétimo tomo dos Opúsculos, de 1898: a coleção volta ao tema Questões Públicas, já em edição inteiramente póstuma, organizada a partir dos escritos avulsos de Herculano.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 08
Alexandre Herculano
Oitavo tomo dos Opúsculos, de 1901, fechando a segunda leva de textos sobre Questões Públicas reunida depois da morte de Herculano.
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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 09
Alexandre Herculano
Nono tomo dos Opúsculos, de 1907, dedicado à Literatura: reúne os principais textos em que Herculano discute teoria e crítica literária.
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Os Bruzundangas
Lima Barreto
Sátira feroz disfarçada de relato sobre o fictício país das Bruzundangas, onde Lima Barreto critica a política, a burocracia e os costumes do Brasil da Primeira República.
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Os Escravos
Castro Alves
Coletânea póstuma de poemas que formam um grande painel sobre a escravidão, incluindo A Canção do Africano e Mater Dolorosa, hinos pela liberdade dos africanos no Brasil.
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Os Lusíadas
Luís de Camões
A viagem de Vasco da Gama à Índia elevada a epopeia nacional, com os deuses do Olimpo disputando o destino português.
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Os Maias
Eça de Queirós
Três gerações da família Maia e o romance fatal de Carlos com Maria Eduarda, no maior painel da decadência portuguesa do século XIX.
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Os Sertões
Euclides da Cunha
Reportagem literária monumental sobre a Guerra de Canudos, dividida em 'A Terra', 'O Homem' e 'A Luta', revelando ao Brasil civilizado a existência de outro Brasil nos sertões da Bahia.
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Os Timbiras
Gonçalves Dias
Poema épico inacabado sobre as guerras entre as tribos timbiras e gamelas do Maranhão, obra que Gonçalves Dias pretendia ser a grande epopeia indianista da literatura brasileira.
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Pai Contra Mãe
Machado de Assis
Um homem pobre, que sobrevive capturando escravos fugitivos, vê-se diante de um dilema cruel: devolver uma escrava grávida ao seu senhor ou abrir mão da única renda que pode salvar seu filho recém-nascido.
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Papéis Avulsos
Machado de Assis
Coletânea de contos que inclui O Alienista e outras narrativas filosóficas e psicológicas, confirmando Machado como o maior contista da língua portuguesa.
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Paulicéia Desvairada
Mário de Andrade
O livro que abriu o modernismo brasileiro: São Paulo em verso livre, ruidosa e desvairada.
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Pelo Sertão
Afonso Arinos
Coletânea de contos regionalistas ambientados no sertão mineiro, com personagens e situações que antecipam o regionalismo de Guimarães Rosa, retratando a vida do interior com precisão e lirismo.
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Peru versus Bolívia
Euclides da Cunha
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Poesias
Vicente de Carvalho
Coletânea de sonetos do poeta santista Vicente de Carvalho, marcada pela presença constante do mar de Santos e pela melancolia serena de quem contempla a imensidão das águas.
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Poesias e Cartas
José de Anchieta
Poemas e cartas do jesuíta José de Anchieta, escritos em português, espanhol, latim e tupi, registrando a evangelização e a vida no Brasil colonial.
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Portugal perante a Revolução de Hespanha
Antero de Quental
Escrito em 1868 sob o impacto da Revolução espanhola, este tratado político de Antero de Quental defende a democracia e o federalismo ibérico como caminho para tirar Portugal do que ele chama de estagnação de uma burguesia acomodada.
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Pranto de Maria Parda
Gil Vicente
Maria Parda lamenta que as tavernas de Lisboa estejam sem vinho, ou vendendo-o caro demais, e vai pedir fiado a uma pessoa atrás da outra: todas recusam. No fim, faz o seu testamento, deixando instruções para o enterro numa peça que usa a falta de vinho como metáfora para a pobreza da Lisboa do século XVI.
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Que ande o mundo mascarado
Gregório de Matos
Poema satírico de Gregório de Matos, o "Boca do Inferno" da Bahia colonial, que não poupava políticos, padres, juízes ou nobres: um retrato irônico de um mundo em que ninguém mostra o rosto verdadeiro.
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Quincas Borba
Machado de Assis
Rubião herda a fortuna e a filosofia absurda do Humanitismo de seu amigo Quincas Borba, e vai perdendo tudo — dinheiro, amor e razão — em Machado de Assis perfeito retrato da frivolidade humana.
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Raios de extincta luz: poesias ineditas (1859-1863)
Antero de Quental
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Recordações do Escrivão Isaías Caminha
Lima Barreto
Isaías Caminha, jovem negro e talentoso do interior, chega ao Rio de Janeiro cheio de sonhos e enfrenta o preconceito racial e a mediocridade do mundo jornalístico na capital federal.
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Rei Negro
Coelho Neto
Macambira, príncipe africano escravizado, e a violência do engenho contada em prosa densa e ornamental.
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Ressurreição
Machado de Assis
O primeiro romance de Machado: Félix ama Lívia mas a desconfiança o corrói antes de qualquer prova — já o embrião do Bentinho de Dom Casmurro.
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Salve, Rei!: Poesia de Camillo Castello Branco
Camilo Castelo Branco
Impresso em folha solta em janeiro de 1852, dedicado ao casamento de D. Miguel I: um poema de fidelidade legitimista, escrito sob a perspectiva de quem lamenta a queda de um rei e espera o retorno do que considera o governante legítimo.
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Scenas Contemporaneas
Camilo Castelo Branco
Coletânea de contos e crônicas de 1856, em que Camilo Castelo Branco dissseca a sociedade portuguesa do seu tempo: amor, traição e expectativas sociais, contados com humor e ironia sobre as hipocrisias contemporâneas.
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Scenas da Foz
Camilo Castelo Branco
Duas novelas publicadas primeiro em folhetim no jornal A Aurora do Lima, entre 1856 e 1857: às margens do Douro e na cidade do Porto, uma família vinda de Amarante, sobretudo a filha Hermenigilda, cruza-se com o inconstante Bento de Castro, que sonha casar-se por dinheiro.
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Segundos Cantos
Gonçalves Dias
Segunda coletânea de Gonçalves Dias, aprofundando o projeto indianista e lírico que faria dele o maior poeta do Romantismo brasileiro.
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Seguro assento na coluna firme
Fernando Pessoa
Ode de Ricardo Reis sobre a permanência da arte diante do tempo e do esquecimento.
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Senhora
José de Alencar
Aurélia Camargo, jovem que herda uma fortuna, compra o casamento de Seixas, o homem que a abandonou por interesse, para vingar-se e redimi-lo pelo amor.
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Serafim Ponte Grande
Oswald de Andrade
Romance experimental e fragmentado, narrado de forma não-linear, sobre as aventuras do burguês Serafim Ponte Grande, uma sátira desmontada da sociedade e da própria forma romanesca.
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Sermões
Padre Antônio Vieira
Seleção dos mais célebres sermões do Padre Antônio Vieira, incluindo o Sermão da Sexagésima e o Sermão do Bom Ladrão, obras-primas da oratória barroca.
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Só
António Nobre
O livro mais triste que se escreveu em Portugal, segundo o próprio autor: a saudade do Norte e da infância em voz de menino perdido.
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Soldados da Revolução
Antero de Quental
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Sonetos
Antero de Quental
A poesia do pensamento levada ao limite: sonetos onde a dúvida filosófica vira agonia pessoal.
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Suicida
Camilo Castelo Branco
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Suspiros Poéticos e Saudades
Domingos José Gonçalves de Magalhães
O livro que inaugura o romantismo no Brasil, escrito em Paris por um poeta que queria uma literatura nossa.
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Tabacaria
Fernando Pessoa
Álvaro de Campos atravessa a vertigem de não ser nada diante da rua, da tabacaria e do universo.
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Tarde
Olavo Bilac
Último livro de poesia de Bilac, publicado postumamente, marcado pela melancolia do envelhecimento, pela consciência da morte próxima e pela perfeição formal que nunca o abandonou.
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Til
José de Alencar
Romance regionalista ambientado nas fazendas do interior paulista, narrando o amor entre a misteriosa Til e o jovem Berta, envolvidos em segredos de família e violência rural.
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Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
Major Policarpo Quaresma, o mais puro dos patriotas brasileiros, é destruído pela mesma república que jurou servir — um retrato tragicômico do idealismo confrontado com a burocracia e a violência do poder.
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Tropos e Fantasias
Cruz e Sousa
Livro de estreia de Cruz e Sousa, publicado em 1885 em parceria com Virgílio Várzea: sessenta e quatro páginas de prosa poética marcadas pela busca da palavra rara, com textos contra a escravidão entre as suas páginas.
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Turbilhão
Coelho Neto
Publicado em 1906: numa família suburbana carioca formada pela viúva Dona Júlia e os filhos Paulo e Violante, a fuga da filha abre um romance social que atravessa o centro espírita, a roleta clandestina e o teatro do Rio de Janeiro do início do século.
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Ubirajara
José de Alencar
Lenda tupi sobre Jaguaré, guerreiro que conquista o título de Ubirajara — 'senhor da lança' — e enfrenta o dilema entre o amor e as leis tribais de seu povo.
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Ultimatum de 11 de Janeiro
Antero de Quental
Ensaio político de Antero de Quental sobre o dia em que o país inteiro se ergueu de indignação contra o ultimato britânico de 1890: analisa o fervor patriótico popular e adverte que, sem representação real no governo, esse movimento corre o risco de se perder em anarquia.
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Últimos Cantos
Gonçalves Dias
Terceiro livro de poesia de Gonçalves Dias, reunindo poemas que consolidam o indianismo como projeto literário e incluem o célebre I-Juca-Pirama, sobre um guerreiro tupi capturado.
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Últimos Sonetos
Cruz e Sousa
Coletânea póstuma dos sonetos finais de Cruz e Sousa, escritos enquanto a tuberculose avançava, revelando uma poesia cada vez mais depurada e espiritualizada.
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Úrsula
Maria Firmina dos Reis
Um triângulo amoroso no Maranhão do século XIX serve de moldura para que homens e mulheres escravizados narrem, em primeira pessoa, a violência do cativeiro. Primeiro romance abolicionista brasileiro e o primeiro de autoria de uma mulher negra no país.
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Urupês
Monteiro Lobato
Coletânea de contos que apresenta Jeca Tatu, o caipira preguiçoso que Lobato mais tarde reconheceria como vítima do abandono social, tornando-se um dos personagens mais discutidos da cultura brasileira.
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Várias Histórias
Machado de Assis
Coletânea de contos da maturidade de Machado, incluindo Pai Contra Mãe e outros textos que revelam sua visão cada vez mais sombria da condição humana e da sociedade brasileira.
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Via Láctea
Olavo Bilac
Primeiro livro de poesia de Olavo Bilac, reunindo sonetos de perfeição formal que celebram o amor, a beleza e o ideal parnasiano de arte pela arte.
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Viagens na Minha Terra
Almeida Garrett
Uma viagem de Lisboa a Santarém que a todo momento desvia para a digressão, a sátira política e a novela da Menina dos Rouxinóis.
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Voltareis ó Christo?
Camilo Castelo Branco
Três narrativas reunidas em 1871 sob um título que é uma súplica: um apelo a Cristo para que volte à Terra, porque a treva do presente, escreve Camilo, é pior que a de dois mil anos atrás. Uma amostra da crítica social e espiritual do autor.
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Vozes d'África
Castro Alves
Poema em que a África escravizada clama a Deus e à história, numa das grandes peças abolicionistas de Castro Alves.
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