Canção do Exílio
GONÇALVES DIAS · 1843 · ROMANTISMO
O mais famoso poema brasileiro, escrito em Portugal, expressa a saudade do maranhão natal e o amor pela terra brasileira com versos que se tornaram parte do imaginário nacional.
Coleções: Cultura Brasileira · Romantismo · Poesia Brasileira
De onde ela vem
Escrita em Coimbra em 1843, quando Gonçalves Dias tinha apenas 20 anos, a Canção do Exílio tornou-se o poema mais citado e parodiado da literatura brasileira, sendo referência obrigatória da identidade nacional.
Temas: saudade · patria · natureza · exilio
Canção do Exílio, na íntegra
É o texto completo, em domínio público — o mesmo que sai no arquivo EPUB. A grafia é a da fonte de onde ele foi transcrito: em obras do século XIX ela difere da atual, e não é erro de digitação.
CANÇÃO DO EXILIO
Kennst du das Land, wo die Citronen blühen, Im dunkeln Laub die Gold⸗Orangen glühen, Kennst du es wohl? — Dahin, dahin! Möcht’ich — ziehn.
Göthe .
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorgeião,
Não gorgeião como lá.
Nosso céo tem mais estrellas,
Nossas varzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em scismar — sósinho — á noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que taes não encontro eu cá;
Em scismar — sósinho — á noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permitta Deos que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfructe os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Coimbra — Julho 1843.
Notas
Obra em domínio público. Por que estas obras são de todo mundo.
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